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Como isolar girinos no meu lago? A primavera chegou, e com ela, a vida prolifera à volta do seu lago! Entre as maravilhas que oferece, estão os girinos — essas pequenas promessas de rãs — que fascinam miúdos e graúdos. Mas por vezes, isolar alguns girinos torna-se necessário, seja para os proteger, seja para os observar melhor. Aqui está como fazer, passo a passo, respeitando o seu bem-estar natural.

Antes de agir, é bom compreender as razões:
Proteger os girinos dos predadores (peixes, aves, rãs grandes).
Evitar a superpopulação em certas zonas do lago.
Observar o seu desenvolvimento em segurança, para uma atividade educativa ou simplesmente por prazer.
Transferir alguns girinos para outro lago ou um espaço natural seguro.
O melhor momento para isolar os girinos é alguns dias após a eclosão. Nesta fase, ainda são muito frágeis, mas suficientemente móveis para serem distinguidos dos ovos não eclodidos. É melhor evitar intervir durante a postura para não perturbar os equilíbrios naturais.
Uma rede fina ou um pequeno passador.
Um recipiente largo (balde, caixa, aquário) cheio com água do lago (nunca água da torneira!).
Uma rede ou uma gaiola flutuante se quiser isolá-los diretamente no lago.
Plantas aquáticas (elódea, miriophyllum…) para lhes oferecer esconderijos e oxigénio.
Escolha um local calmo do lago para intervir, de preferência de manhã cedo ou ao fim do dia, quando está mais fresco.
Recolha suavemente os girinos com a rede, sem agitar muito a água para evitar feri-los.
Transfira-os imediatamente para o seu recipiente cheio com água do lago.
Adicione algumas plantas aquáticas para criar um ambiente natural e tranquilizá-los.
Tem duas opções:
Num recipiente temporário (grande caixa ou aquário) colocado à sombra, ao ar livre se possível. A água deve ser parcialmente trocada a cada 2-3 dias com água do lago.
No próprio lago, dentro de uma gaiola flutuante ou de um pequeno recinto feito de rede fina, permitindo a troca de água mas protegendo os girinos dos peixes.
Dica: evite a exposição direta ao sol para evitar que a água aqueça demasiado rápido.
Durante as primeiras semanas, os girinos alimentam-se principalmente de algas e micro-organismos presentes na água. Se os criar num recipiente isolado, pode complementar a alimentação com:
Legumes cozidos (folhas de alface ou curgete muito tenras).
Flocos para peixes herbívoros (tipo peixes dourados) em muito pequena quantidade.
Pastilhas de spirulina esmigalhadas.
Sempre em pequenas doses para evitar a poluição da água!
Assim que os seus girinos começarem a desenvolver patas traseiras (e antes de se transformarem completamente em pequenas rãs), pode começar a reaclimatá-los progressivamente:
Coloque o recipiente algumas horas no lago para equilibrar as temperaturas.
Libertá-los suavemente numa zona rica em esconderijos vegetais.
Importante: não demore demasiado uma vez que respiram ar livre. As jovens rãs são muito vulneráveis fora de água.
Seguindo estes conselhos, oferecerá aos seus girinos as melhores condições para se tornarem magníficas rãs… e o seu lago ficará ainda mais vivo!
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